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Para cumprir meta, governo precisa gastar R$ 39 bi a menos, diz estudo é o título de matéria na Folha

A Instituição Fiscal Independente (IFI), orgão de avaliação de contas públicas ligado ao Senado, avalia que o deficit primário (receitas menos despesas antes do pagamento de juros) do setor público (União, Estados e municipios) será de R$ 182 bilhões em 2017, ou seja, R$ 39 bilhões maior do que a meta do ano, de R$ 143 bilhões.

Para cumprir a meta de 2017, de acordo com a entidade, seria necessária uma queda real (descontada a inflação) de 0,5% nos gastos. Entretanto, com as novas regras aprovadas na PEC do Teto, o governo pode gastar neste ano 7,2% a mais do que no ano passado —descontada a inflação projetada para o ano, o crescimento permitido nos gastos é superior a 2%.

As projeções do IFI consideram que o PIB (Produto Interno Bruto) crescerá 0,46% neste ano, e que as receitas terão uma alta real de 0,2%. A mediana dos analistas ouvidos no boletim Focus, do Banco Central, acredita em um crescimento da economia de 0,5% em 2017.

DESONERAÇÕES

Ainda segundo o IFI, que divulgou suas projeções nesta quinta-feira (2) no Senado, o que o governo deixa de ganhar com desonerações tributárias atingirá R$ 284,8 bilhões neste ano, ou seja, um quinto da arrecadação total.

A entidade projeta que a dívida pública, que atualmente está em 69,5% do PIB, chegará a 76,9% do PIB no final de 2017 e em 84,3% em 2021.

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