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Por aclamação, PMDB escolhe Renan líder no Senado é o título de matéria no Estadão

No seu último dia como presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (AL) foi escolhido ontem, por aclamação, líder do PMDB na Casa.

Terminado meu mandato de presidente, vou cuidar do meu Estado, cumprir o meu papel”, afirmou Renan à reportagem, ao lado de seu provável sucessor na presidência do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), de quem herda a liderança da bancada.

Conforme pessoas próximas, na condição de líder da maior bancada do Senado, Renan pretende manter força política nas negociações em Brasília ao mesmo tempo em que espera intensificar sua atuação regional de olho na sobrevivência política dele e de seu grupo.

Para isso, o peemedebista terá de renovar o mandato pela quarta vez em 2018 e ainda trabalhar para reeleger seu herdeiro político, o filho e atual governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB). A maior dificuldade neste planejamento é que, com ele e o filho no páreo, na próxima eleição só sobraria ao PMDB e seus aliados a segunda vaga ao Senado e, no caso de Alagoas, o cargo de vice-governador do Estado para compor o xadrez da chapa majoritária.

A disputa ao Senado promete ser acirrada, uma vez que há outros cinco pré-candidatos: o exgovernador e ex-senador Teotônio Vilela (PSDB), a ex-senadora Heloísa Helena (Rede); os deputados licenciados e ministros do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), e dos Transportes, Maurício Quintella (PR), e o senador Benedito de Lira (PP).

Foro. A renovação do mandato no Senado é fundamental para Renan se manter na ribalta da política e não perder o foro privilegiado em meio aos mais de dez inquéritos, uma denúncia e uma ação penal a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) referentes à Lava Jato e a casos ainda de 2007, época em que renunciou à presidência do Senado para não ser cassado.

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