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Na antevéspera, Maia assume disputa por novo mandato, diz o Estadão

Após quase um mês em campanha sem dizer que era candidato, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiu ontem pela primeira vez publicamente que concorre à reeleição. “Estou aqui hoje pedindo a cada um de vocês a reflexão, o voto”, disse Maia durante discurso em reunião da bancada do PMDB, para a qual foi convidado.

O deputado do DEM afirmou que deverá fazer o registro de sua candidatura hoje, no prazo final. A disputa está marcada para amanhã, a partir das 9h.

Com a confirmação, a presidência da Câmara deve ser disputada por ao menos cinco candidatos: Maia, Jovair Arantes (PTBGO), Rogério Rosso (PSD-DF), André Figueiredo (PDT-CE) e Júlio Delgado (PSB-MG). Além deles, o PSOL define hoje se lançará candidato próprio.

Maia chega à reta final com a candidatura à reeleição contestada no Supremo Tribunal Federal (STF). Já na Câmara, ele conta com o apoio de pelo menos 11 partidos: DEM, PSDB, PSB, PPS, PP, PR, PSD, PRB, PV, PHS e PCdoB. Maior sigla da Casa, com 64 deputados, o PMDB não fechou questão na reunião de ontem e deve definir posição hoje. Ontem, Maia encaminhou ao STF resposta aos questionamentos de Figueiredo, autor de um dos quatro mandados de segurança que pede ao Supremo a inviabilização da candidatura do parlamentar fluminense. No documento, Maia diz que “nada é dito no regimento da Câmara sobre a recondução quando o presidente for escolhido por eleição extraordinária”, como ele, eleito em julho para mandato tampão, após o hoje deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciar ao comando da Casa.

A resposta de Maia na véspera do fim do recesso do Judiciário permite que o relator do processo, ministro Celso de Mello, possa avaliá-lo hoje.

O líder do PROS na Câmara, Ronaldo Fonseca (DF), entrou ontem com mais um mandado de segurança contra Maia.

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