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PTN entra na disputa pelo comando da Funasa, diz o Valor

Depois de perder a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para o PT durante o governo Dilma Rousseff, o PMDB, partido do presidente Michel Temer, está sob o risco de novamente ter que ceder o espaço no Ministério da Saúde para outra legenda.

A disputa agora envolve o PTN, que reúne uma bancada de 13 deputados na Câmara e conta com o compromisso do Palácio do Planalto de lhe garantir o comando da Funasa.

Temer tenta arbitrar o conflito entre os dois partidos em razão da necessidade de aprovar duras reformas no Congresso, em contabilidade feita voto a voto. Neste momento, o esforço é para contemplar os dois partidos, com a divisão de diretorias e indicação pelo PTN de um nome de consenso para a presidência da Funasa.

O avanço do partido aliado sobre a fundação ligada à saúde com apelo eleitoral, orçamento expressivo e alcance político pelo país envolve negociações feitas ainda durante o processo do impeachment de Dilma Rousseff.

À época, quando o partido de Temer se preparava para anunciar o rompimento com o PT, abrindo caminho para o impeachment, Dilma demitiu Henrique Pires, ligado ao PMDB, da presidência da Funasa, em mais uma busca de apoio para barrar o processo de impeachment. Então diretor ligado ao PTN, Márcio Endles assumiu o posto

Diante do fracasso dos acordos propostos pelo PT e da chegada do PMDB ao poder, Temer assegurou ao PTN a continuidade influência sobre a Funasa, mas recolocou Henrique Pires na presidência do órgão, como um nome de sua cota pessoal e que não promoveria favorecimentos partidários.

Após divergências com o indicado de Temer, o PTN passou a reivindicar o comando da Funasa, sob a ameaça de não seguir irrestritamente a orientação do Palácio do Planalto assumindo independência na Câmara.

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