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Imbassahy será nomeado na 6ª feira, diz o Valor

Às vésperas da nomeação do quarto ministro do PSDB, o presidente Michel Temer reuniu-se com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sexta-feira, em São Paulo, em um encontro fora da agenda oficial. Em pauta, o maior protagonismo dos tucanos na gestão que Fernando Henrique classificou como uma “pinguela” e o início das conversas sobre uma aliança em 2018.

Aguarda-se para sexta-feira, o anúncio oficial da nomeação do líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), para a Secretaria de Governo, no lugar do ex-ministro Geddel Vieira Lima. O nome de Imbassahy está acertado entre os tucanos e Temer desde dezembro, mas o presidente preferiu esperar a eleição para a presidência da Câmara, que ocorre na quinta-feira, antes de formalizar a escolha de um tucano para uma cadeira no Palácio do Planalto.

Mais que ampliar o espaço na gestão Temer, os tucanos cobram a garantia de participação efetiva no núcleo decisório, prerrogativa até agora reservada ao PMDB.

Nas palavras de um auxiliar de Temer, o PSDB argumentou que não aceitaria receber no governo Temer o mesmo tratamento que o PT dispensou ao PMDB na gestão Dilma Rousseff. Em outras palavras, os tucanos dizem que não serão tratados como “aliados decorativos”.

Os pemedebistas protestaram, até o fim, contra a nomeação de um tucano para a vaga de Geddel, no quarto andar do Planalto. Além disso, o PSDB reivindica assumir o ministério na forma da “porteira fechada”, ou seja, com poder de livre nomeação de todos os cargos. Imbassahy será responsável pela articulação política e pela pauta federativa. Uma ala do PMDB, ainda ligada a Geddel, como a chefia de gabinete, na tentativa de preservar o controle sobre a liberação de emendas. Mas a tendência é que os tucanos assumam o ministério com autonomia plena.

Hoje o PSDB controla três pastas no governo Temer: Relações Exteriores, com José Serra, Justiça, com Alexandre de Moraes, e Cidades, com Bruno Araújo. Serra, o mais próximo de Temer, é considerado um nome da cota pessoal do presidente, enquanto Araújo é ligado ao presidente da sigla, senador Aécio Neves (MG), e Moraes, da confiança do governador Geraldo Alckmin.

Há mais duas pautas colaterais na conversa de Temer com o ex-presidente: a homologação das delações dos executivos da Odebrecht na Lava-Jato, com reflexos sobre lideranças do PSDB e PMDB. E a possibilidade de que Alexandre de Moraes seja indicado para a vaga do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.

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