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Mesada de R$ 20 mil em cash é o título de matéria no Globo sobre pensão de ex-mulher de Cabral

A ex-mulher de Sérgio Cabral, Susana Neves Cabral, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que recebia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil mensais, em média, do ex-governador. Os pagamentos eram feitos em espécie. A informação foi antecipada pela GloboNews e confirmada pelo GLOBO.

Eram pagamentos para custear as despesas com os três filhos — afirmou o advogado Sérgio Riera, responsável pela defesa de Susana.

Os pagamentos funcionavam como uma “pensão informal”, já que não há acordo judicial determinando um valor. Um dos filhos de Susana com o exgovernador é o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), que até recentemente ocupou a Secretaria estadual de Esporte do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB), aliado de Cabral.

No depoimento, Susana relata que recebia o dinheiro de Luiz Carlos Bezerra, ex-assessor de Cabral, preso e apontado como um dos operadores do suposto esquema de corrupção. A defesa sustenta que ela não sabia a origem do dinheiro.

Ela não tinha conhecimento da origem do recurso. Nunca desconfiou. Não existe isso de perguntar se é lícito (o dinheiro). O contato com ele (Cabral) era protocolar. Se ela esteve com ele dez vezes em todo este período em que ele está casado com a Adriana (Ancelmo), foi muito — disse Riera.

Nas planilhas fornecidas pelos irmãos doleiros Marcelo e Renato Chebar, há menção a pagamentos de R$ 843 mil a uma pessoa identificada como “Susi”. Na contabilidade paralela de Bezerra, o apelido também é citado. Na interpretação do Ministério Público Federal (MPF), é uma referência do grupo à ex-mulher de Cabral. Susana, no entanto, não reconheceu a referência.

O que ela disse no depoimento foi que ele (Sérgio Cabral) nunca a havia chamado de Susi na frente dela — afirmou o advogado.

Marcelo Chebar contou ainda, em delação premiada, que chegou a pagar despesas pessoais de Susana. Na planilha, em que os codinomes “Manoel” e “Manuel” são citados como referências à ex-mulher de Cabral, os pagamentos totalizam R$ 275 mil. Para o MPF, o material confirma que ela se beneficiou do suposto esquema de corrupção que seria comandado por Cabral. “Portanto, resta evidente que Susana Cabral recebeu valores da organização criminosa, através de vários operadores do esquema de corrupção de seu ex-marido Sérgio Cabral”, escreveram os procuradores da força-tarefa.

Na quinta-feira, quando a Operação Eficiência foi deflagrada, a PF cumpriu um mandado de condução coercitiva direcionado a Susana, que prestou depoimento na Superintendência da corporação no Rio. Agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento da ex-mulher de Cabral, na Lagoa, Zona Sul do Rio. Os pedidos foram feitos pelo MPF e determinados pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

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