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 ‘Ninguém deseja ser relator da Lava Jato’, diz Gilmar é o título de matéria no Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que “ninguém deseja” ser relator da Operação Lava Jato na Corte, mas aquele que for designado “terá que assumir”.

Gilmar afirmou que “é lenda urbana” a versão de que teria pedido à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, para assumir a função no lugar do ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no dia 19.

Não existe essa possibilidade de se oferecer (para a relatoria). Nem é possível. Na verdade, é um sistema que terá que ser designado de forma objetiva. E, se for designado relator, evidente que qualquer um terá que assumir”, afirmou o ministro que participou de um evento em São Paulo.

Gilmar citou um episódio envolvendo os ministros do tribunal Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki. Certa vez, Barroso disse a Teori que o País teve “muita sorte” pelo fato de ele assumir a relatoria dos processos da Operação Lava Jato na Corte. Teori respondeu: “Quem não teve sorte foi eu”.

Então, a rigor, isso tumultua a vida de todos, desorganiza por completo o gabinete que passa a ser concentrado nesse tipo de matéria”, disse Gilmar.

Polêmica’. Indagado se indicou o ministro Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para a vaga de Teori no STF, Gilmar ironizou. “Andam sabendo mais do que eu sobre isso. Vai ter polêmica sobre qualquer candidato ao Supremo, sempre foi assim. Exatamente isso permite que se faça uma boa seleção.”

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