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Governo tem maioria na Câmara e Temer fica

Governo tem maioria na Câmara e Temer fica

A boa vitória do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados na primeira denúncia feita pelo procurador Rodrigo Janot mostrou que o governo ainda detém a maioria da Câmara (264 a 227), mas o número ainda é insuficiente para garantir a musculatura na tentativa de retomar a rotina legislativa, o que inclui a ressurreição da reforma previdenciária e a aprovação de medidas econômicas.

O placar ficou abaixo das projeções palacianas que previam mais de 280 votos.

​A divisão na Câmara e entre os partidos políticos, revelada no renascimento de Temer, também abrirá feridas em vários segmentos e partidos políticos e inaugurará também uma verdadeira guerra pelo espólio daquelas legendas da base que apresentaram um baixo grau de fidelidade ao governo. Entre elas está o PSDB, que saiu cindido e muito machucado do episódio. O governo não pretende punir os tucanos em razão de uma eventual segunda denúncia e também em prol das reformas.

​Entre os vencedores estão o próprio Michel Temer que, pessoalmente, comandou uma reação política de rearticulação da base governista, culminando com o arquivamento da 1 denúncia. Profundo conhecedor do apetite dos deputados, Temer escancarou o balcão de benesses, verbas e cargos e conseguiu superar os 172 votos mínimos. Outro vencedor é Rodrigo Maia que se manteve fiel a Michel Temer. Se credencia para ser novamente presidente da Câmara ou candidato a vice presidente em 2018.
​Igualmente vitoriosos saem o Centrão (PSD, PP, PR, PTB, SD, PSC ) e os principais articuladores governistas no Congresso, entre eles os líderes Romero Jucá, André Moura e o trio de deputados que, mesmo diante de um desgaste eleitoral inevitável, assumiu a defesa pública de Temer em entrevistas na TV, jornais e Rádios. Entre eles estão Carlos Marun, Darcísio Perondi e Beto Mansur, o contador oficial do governo.

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